Canto Improvisado da América perde a Gustavo Guichon

por Paulo de Freitas Mendonça
Gustavo Guichon
crédito: Divulgação

Hoje, dia 26 de julho de 2016, o canto improvisado da América do Sul perde um dos seus grandes protagonistas, o payador uruguaio Gustavo Guichon. Ele, ao voltar de algumas atuações na Bolívia, para cidade de Villa Maria de Rio Seco, em Córdoba, na vizinha nação Argentina, sofre um infarto na cidade de General Güemes, na Província de Salta.

Gustavo Guichon é um dos mais conhecidos pajadores uruguaios, reconhecido internacionalmente como floreador de gineteadas, tendo atuado nos mais importantes eventos do gênero, a exemplo de Jesus Maria, onde tem a marca de trinta anos consecutivos como o responsável pelos floreios na gineteada, Semana Criolla del Parque Roosevelt, Semana Crioula de Bagé e tantos outros rodeios importantes do sul da América. É um dos pajadores respeitados nas noitadas do Prado, sendo muito aplaudido no Palco Carlos Molina, em Montevidéu.

Conheço Gustavo Guichon desde o ano de 1982 quando por primeira vez vou a Montevideu atuar como pajador. Encontro-me com ele na Semana Crioula do Parque Roosevelt, atuamos no palco principal, na Arena de Gineteada e também no acampamento, onde a troca de experiências flui com mais flexibilidade. Também atuamos em emissora de rádio, na capital uruguaia e de lá para cá nossa amizade se afina e nossos caminhos começam a se cruzar com maior frequência. Depois nos encontramos no Te-déum de Payadores da América Latina, em Passo Fundo, na década de 80 do século passado, na Semana Crioula de Bagé, na Semana Crioula do Prado, em Montevidéu e outros lugares mundo afora.

Guichon possui diversos discos gravados como cantor e pajador e talvez seja o único pajador a ter participado de um festival de improviso no nordeste brasileiro. Registra-se sua participação com Geraldo Amancio, no 3º Festival Internacional de Repentismo.

O canto improvisado mundial perde um importante mensageiro.

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TAGS: Gustavo Guichon, improviso, uruguaio,

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