O clássico Guri, com César Passarinho

César Passarinho

Uma das músicas mais cantadas e regravadas da história dos festivais, sem dúvida é Guri, dos compositores João Batista Machado e Julio Machado, de Uruguaiana. Essa bela canção participou e foi a grande vencedora da 13ª Califórnia da Canção, em 1983, em Uruguaiana, e interpretada por uma das mais belas vozes dos festivais, César Passarinho.

Na ocasião do festival, a música seria defendida por Neto Fagundes, acompanhado pela gaita de Renato Borghetti. Mas como no regulamento do festival constava que os intérpretes só podiam cantar duas músicas (e ele já duas), foi convidado então Passarinho para interpretá-la. E foi assim que naquele dezembro de 83, Passarinho, Neto ao violão e Borghetti na gaita, subiram ao palco da Cidade de Lona, em Uruguaiana para defender essa que se tornaria um dos clássicos do nativismo.

Passarinho, infelizmente, morreu em 1998, aos 49 anos de idade. Neto segue com a carreira de cantor e também é apresentador do programa Galpão Crioulo, da RBS TV. Borghettinho é um dos mais conhecidos e aplaudidos acordeonistas, fazendo turnês pela Europa há mais de 10 anos.

Confere abaixo o vídeo gravado em 1984, no Galpão Crioulo da RBS TV, com a interpretação de Guri, pelo trio original da música!

Das roupas velhas do pai queria que a mãe fizesse
Uma mala de garupa e uma bombacha e me desse
Queria boinas e alpargatas e um cachorro companheiro
Pra me ajudar a botar as vacas no meu petiço sogueiro

Hei de ter uma tabuada e o meu livro “Queres Ler”
Vou aprender a fazer contas e algum bilhete escrever
Pra que a filha do seu Bento saiba que ela é meu bem querer
E se não for por escrito eu não me animo a dizer

Quero gaita de oito baixos pra ver o ronco que sai
Botas feitio do Alegrete e esporas do Ibirocai
Lenço vermelho e guaiaca compradas lá no Uruguai
Pra que digam quando eu passe saiu igualzito ao pai

E se Deus não achar muito tanta coisa que eu pedi
Não deixe que eu me separe deste rancho onde nasci
Nem me desperte tão cedo do meu sonho de guri
E de lambuja permita que eu nunca saia daqui

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