A estrada ensina!

por Luiz Carlos Borges
Decolagem - foto Liliana Ourique
crédito:

Diz a Tânia que o AGORA VAI deu certo, que rendeu boas curtidas e que muitos leitores e seguidores acessaram a página. Que bom. Isso me anima muito. Depois da estreia no ABC do Gaúcho, já fizemos mais de cinco mil quilômetros pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e também pela vizinha e hermana Argentina. Sempre “com a alma atada na gaita”, porque um soldado que se preza jamais se distancia de sua arma. Dentro dessa quilometragem percorrida se incluem os nomes de Ramon Ayala, Los Hermanos Nuñes (ambos de Posadas, Misiones), o Duo Paraguaio de Arpa e Violão, magistralmente, executados por Pedro Martinez e Sixto Corbalán, além de meu fiel parceiro Yuri Menezes e o magnífico compositor, intérprete, instrumentista Antonio Tarragó Ros.

Com todos estive convivendo, musicalmente, em Buenos Aires num evento chamado de Triple Frontera, realizado no espaço cultural Usina del Arte, com um público que ocupava as mais de 1.000 poltronas da qualificada sala. Logo de três dias por lá, voltamos eu e o Yuri, trazendo junto Antonio Tarragó Ros para uma participação no projeto Decolagem que começou com entrevistas e palestra do Antonio no dia 19/04 e culminou com seu canto e animação, ao nosso lado, no palco do Sargent Peppers dia 20 de abril, uma Quarta-feira também de casa cheia e repleta de gente querida (FOTO). Que coisa linda!

Virando a página e estando sempre na estrada, a gente vê de tudo um pouco. Em todos os espaços e ambientes é comum enfrentarmos dificuldades bem como é normal termos boas respostas, através do serviço de profissionais competentes. Por exemplo, um setor que pesa na balança é o da sonorização! Nem sempre o evento que nos chama pensa, com carinho, ao eleger a equipe de som. Tem festival que investe duzentos mil reais ou mais em ajuda de custo, em jurados, em filmagem, em alimentação e hospedagem, entre outras muitas despesas e economiza na hora de fechar o contrato com a equipe de som. Errado! Um festival de música tem de, no mínimo, fazer com que o público consiga ouvir uma canção com clareza, entender a letra, o arranjo, etc. e também permitir com que o músico que ali vai expor seu trabalho, se sinta cômodo, seguro e feliz para atingir ao máximo o público que lhe vem assistir. Produtores de eventos com música se liguem, isso dá para solucionar fácil. É só planejar bem, com tempo e carinho.

Fica aqui, através do nosso espaço, uma dica para os festivais e eventos que envolva música, show: Um bom festival começa no Som, segue na Ajuda de Custo, busca motivar a comunidade local, investe em divulgação e daí para frente, observe, tudo começa a dar certo. Com uma boa ajuda de custo os intérpretes/músicos se sentem no compromisso de ensaiar mais e elevar o nível de sua apresentação. Com um bom som as canções voam leves e com boa divulgação o público passa a acreditar no evento e acaba comparecendo em massa.

Então, viram como estando na estrada se aprende? É só observar os que realizam coisas boas.

Abraço, até daqui uns quinze dias.
Borges

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TAGS: Luiz Carlos Borges, música, nativismo,

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